Archive for Novembro 3rd, 2009
Deu no Site: Agência Senado
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OUÇA O DISCURSO DO SENADOR PAIM
LEIA O DISCURSO DO SENADOR PAIM
O SR. PAULO PAIM (Bloco/PT – RS. Para uma comunicação inadiável. Sem revisão do orador.) – Agradeço, Senador Papaléo Paes.
Usarei meus cinco minutos, Senador Sadi Cassol, que preside esta sessão, pois tenho às 14h30, no meu gabinete, uma reunião para discutir a questão do Aerus, fundo de pensão ligado à Varig, que, infelizmente, deixou mais de dez mil aposentados e pensionistas sem receber o que tinham direito. Para se ter uma ideia, quem ganhava R$10 mil a R$12 mil por mês, como comandante de um avião da Varig, hoje está ganhando R$150,00 a R$200,00.
Acho que essa reunião será decisiva, e nós poderemos chegar a um acordo. Se não houver acordo, que o Supremo decida de uma vez por todas. O que não pode é ficar nessa enrolação e aqueles cujas vidas dependem desses benefícios continuarem nessa total insegurança. É por isso que eu estou na expectativa de que a reunião seja produtiva. Não dá para, mais uma vez, ficarmos sem resposta para os dez mil dependentes desse fundo. Se considerarmos os familiares, estaremos envolvendo cerca de 50 mil pessoas.
Sr. Presidente e Senador Mário Couto, quero também dizer que a expectativa é muito grande em relação ao que a Câmara votará no dia de amanhã. Depois da conversa que tivemos com o Presidente Michel Temer, a Câmara se comprometeu a incluir na pauta de amanhã e votar os PLs que aprovamos no Senado, tanto aquele que trata do fim do fator previdenciário como aquele que garantirá ao aposentado, além da inflação, o aumento real, acompanhando o crescimento do salário mínimo.
Espero, Sr. Presidente, que amanhã a gente consiga votar essa matéria. Em torno de mil idosos, aposentados e pensionistas de todos os Estados, estão se deslocando para Brasília.
Muitos saíram já no domingo, vão fazer uma pressão democrática e legítima aos Srs. Deputados e Srªs Deputadas para que votem o reajuste dos aposentados nos moldes que nós aprovamos aqui no Senado.
Eu lembrava outro dia que era para maio, depois foi para junho, de junho foi para julho, de julho foi para agosto, de agosto foi para setembro, de setembro a outubro e agora estamos em novembro. A possibilidade de se votar amanhã é grande, com acordo ou sem acordo. Eu falava com o Presidente da Cobap, o Warley, há questão de minutos, ele está muito otimista porque a matéria será votada amanhã.
Eu continuo insistindo muito na proposta do entendimento, um entendimento que garanta a queda definitiva desse tal fator previdenciário, que infelizmente confisca 40% do salário do trabalhador na hora do cálculo do benefício. Para aqueles que ganham no máximo, até R$3.200,00, aplicado o fator, abaixa para cerca de R$2 mil; para os altos salários, quem ganha R$25 mil, R$30 mil, R$16 mil, R$18 mil, não se aplica o fator. Então, em tese, só pega quem ganha pouco, o celetista, aquele do Regime Geral da Previdência.
É uma grande injustiça que o Congresso, de uma vez por todas, tem que resolver e só resolve votando. Não dá para protelar mais.
Hoje mesmo eu recebia, Sr. Presidente, uma delegação que veio do Rio Grande do Sul para votação de amanhã e estão dispostos, inclusive, a ficar aqui em Brasília, na galeria ou no Salão Verde da Câmara, até que a matéria seja votada. Eles já vieram semana passada e estão voltando nesta semana; uma turma chegou hoje e outra chegará nesta noite.
Quero concluir, como eu dizia, Sr. Presidente, numa fala rápida, dizendo que estou esperançoso de que os projetos que nós aprovamos aqui sejam lá aprovados, até porque, Sr. Presidente, não dá mais para aceitar o discurso de décadas de que a Previdência é deficitária.
A Previdência não é deficitária. Se pegarem só os últimos cinco anos, verão que houve uma renúncia fiscal da seguridade de mais de R$150 bilhões – dados que estão no Siafi e também na Anfip. Eu peguei cinco anos, mas se eu voltar aos últimos quinze anos, essa renúncia fiscal ultrapassa com certeza R$600 bilhões a R$700 bilhões. Nem estou falando de outros recursos que são destinados, historicamente, para outros fins que não aqueles que deveriam ficar especificamente na saúde, na assistência e na previdência.
E, de mais a mais, Sr. Presidente, eu fico impressionado que alguns colocam nos jornais que isso vai gerar um gasto de R$50 bilhões, R$60 bilhões, R$70 bilhões, o que não é verdade.
Esta política salarial, aprovada por nós – a inflação mais o PIB – é revista de três em três anos. Queira eu ou não queira, agora, a partir de 2011, já vai ter que se rever de novo a política salarial. Porque está escrito lá que, de três em três anos, será revisada. Então não dá para começar a fazer projeções para daqui a cinqüenta anos, o que resultaria se se der um reajuste que em tese só vai garantir para o aposentado, 1º de janeiro de 2010 e 1º de janeiro de 2011. E todo mundo sabe que é o PIB acumulado de dois anos atrás.
Ora, em 1º de janeiro de 2011, a previsão do PIB é zero. Então, não é verdade, Senador Mário Couto.
Estamos falando do PIB que vai ser pago agora em 1º de janeiro de 2010, que deve ficar em torno de 4,5% a 5%. Se dizem que cada 1% dá R$1 bilhão, estamos falando de R$5 bilhões. São R$5 bilhões de uma previdência que tem um superávit anual que ultrapassa R$50 bilhões.
Senador Mário Couto, eu não assinei a sua proposta de CPI da Previdência – ainda não assinei, me permita que eu diga isso. Sei que V. Exª está com quase 40 assinaturas já. Mas eu me pergunto: se continuar neste debate de que a previdência não tem dinheiro, e tenho certeza que tem, eu fico tentado a assinar. Vamos botar os pratos na mesa e vamos mostrar que dinheiro existe. Estou falando com a maior tranqüilidade.
Eu não seria um irresponsável de vir aqui propor que se acabe com o fator que dizem que dá uma economia de R$10 bilhões em dez anos, então dá R$1 bilhão por ano, e mais os 5%, digamos, que desse do PIB, seriam R$6 bilhões. Estou falando de uma fonte de recurso que tem superávit, no mínimo, de R$50 bilhões por ano; ainda ficariam R$45 bilhões. Eu nem estou falando mais de renúncias fiscais e recursos que foram destinados para outras áreas.
Enfim, eu estou em uma grande torcida de que a Câmara dos Deputados vote esta matéria amanhã e a gente resolva, de uma vez por todas, este tema e permita que, no dia 1º de janeiro, o aposentado, que já tem uma defasagem em relação ao salário mínimo, que chega a 70%, possa ganhar, pelo menos, o correspondente à inflação mais o PIB.
Era isso. Agradeço a V. Exª pelos cinco minutos, com a tolerância de mais um, porque eu disse que ia falar cinco e acabei falando seis.
Obrigado, Presidente.
Deu no Site: Rádio Câmara
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OUÇA A MATÉRIA
O Plenário pode votar nesta semana novas regras para o reajuste dos aposentados.
O presidente da Câmara, Michel Temer, incluiu na pauta desta quarta-feira proposta que garante a todos os benefícios previdenciários, o mesmo reajuste dado ao salário mínimo.
A medida foi incluída pelo Senado em projeto de lei do governo (01/07) que propõe uma política permanente de reajuste para o salário mínimo.
A regra pode beneficiar mais de 8 milhões de aposentados e pensionistas que ganham acima do mínimo. Mas o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana, tenta negociar com representantes dos aposentados uma proposta alternativa que não comprometa as contas da Previdência nos próximos anos.
“Nós temos que fazer um esforço porque aqueles que ganham um salário mínimo, 2/3 dos aposentados, estão tendo ganho real todo ano e essa política tem sido vitoriosa, tem ajudado a economia do país. Nós estamos negociando com a Cobap, Confederação Brasileira de Aposentados, uma alternativa intermediária que possa neste ano de 2010 garantir algum aumento acima da inflação para os aposentados que ganham mais do que o salário mínimo, isso do meu ponto de vista pode também ajudar a economia, com esse papel anti-cíclico, mas mantendo o equilíbrio das contas da previdência. Essa é a equação que estamos buscando”
O governo propôs que as aposentadorias e pensões com valor superior ao salário mínimo tenham aumento real equivalente à metade do crescimento do PIB registrado dois anos antes do reajuste.
A Cobap, no entanto, não aceitou a proposta e defende reajuste para as aposentadorias igual ao do mínimo.
A entidade alega que no governo do presidente Lula o reajuste do salário mínimo somou mais de 90%, enquanto que o dos aposentadorias acima do piso não chegou a 50%.
A emenda do Senado, segundo a Cobap, recuperaria o poder de compra dos aposentados e pensionistas, com o primeiro reajuste sendo concedido já no ano que vem.
Antes de votar o reajuste dos aposentados, os deputados devem analisar duas medidas provisórias que trancam a pauta.
A primeira (MP 465/09) autoriza a União a assegurar os financiamentos do BNDES para produção ou compra de bens de capital e a segunda (MP 466/09) altera as regras de distribuição e geração de energia nos sistemas isolados da região Norte.
De Brasília, Geórgia Moraes
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Deu no Site: Agência Senado
http://www.senado.gov.br/agencia/

OUÇA O DISCURSO DO SENADOR MÁRIO COUTO
LEIA O DISCURSO DO SENADOR MÁRIO COUTO
O SR. MÁRIO COUTO (PSDB – PA. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, inicialmente quero, com muita alegria, comunicar à Mesa que darei entrada, ainda no decorrer desta semana, ao requerimento da CPI da Previdência.
Felizmente, contamos hoje com 35 assinaturas – oito a mais do exigido pelo Regimento Interno –, com a promessa de que mais cinco Senadores assinarão e também por esperar, Senador, até quinta-feira, porque acho, Sr. Presidente, que o Partido dos Trabalhadores deveria assinar esta CPI. Eu acho que todos os partidos deveriam assinar esta CPI. O PDT do meu querido e respeitado Senador do Amazonas Jefferson Praia deveria assinar esta CPI.
Senador, nós não estamos aqui buscando determinar corrupção; nós não estamos aqui buscando atrapalhar o Governo em qualquer situação; nós estamos buscando aqui esclarecimentos à sociedade, Senador, saber se realmente a Previdência é deficitária, quais as empresas que devem à Previdência. Quem sabe essa CPI não ajude o Governo a cobrar dessas grandes empresas devedoras. A dívida chega a trilhões, Presidente! E sabe quem sofre, Presidente? Os aposentados deste País.
Por que o PT não assina? O Senador Paim, agora mesmo, externou os seus sentimentos e a vontade de assinar essa CPI. Por quê? Leu e viu que há um fato determinado. O que nós queremos, na realidade, é só saber quais são os devedores e por que não pagam, se há empresas do próprio Governo devendo à Previdência, enquanto os aposentados estão morrendo. É só isso que nós queremos saber. Qual o problema de cada partido assinar? O que vai determinar que cada um dos Senadores não possa assinar isso? Não tem nada, não tem nada que aborreça o rei.
Absolutamente nada. É só ler o que contém o texto desta CPI. O rei não vai ficar aborrecido com isso. Nós queremos ajudar o rei! Não tem nada de mais, Presidente. Nada de mais. Não sei por que esse receio. A obediência é tão grande que já passa dos limites.
Os aposentados pagam, nós pagamos, todos os meses, a sociedade inteira desconta o instituto para ter direito, no final da sua vida, a uma vida mais digna, a um resto de vida mais digno. Por que a sociedade, por meio de uma CPI no Senado, não pode saber quem é que está levando o seu dinheiro, quem é que tira o dinheiro da Previdência, quem não paga a Previdência? Será que a sociedade não tem o direito de saber?
Meus nobres Senadores, por que não assinar uma CPI como esta, com fato determinado, altamente esclarecedora? Não há nada que vá prejudicar o Governo, Senadores! Não tenham receio! Assinem a CPI!
Aliás, nós já temos oito assinaturas a mais. Vou ler o nome de um por um. Vou ler o nome daqueles Senadores… “Ah, o Mário Couto é chato!” Perdoem-me. Perdoem-me pela chatice, Senadores. Perdoem-me, mas vou ler nome por nome daqueles que se interessam em proteger os cidadãos que mais precisam do nosso apoio, que são os velhinhos deste País. São eles os que mais precisam.
“Ah, a Previdência é deficitária!” Mentira! Mentem, tentam enganar. Com esta CPI, nós vamos mostrar à sociedade brasileira que há dinheiro sobrando na Previdência, que o Governo – o Governo, é verdade! – é o que mais retira dinheiro da Previdência, senhoras e senhores, brasileiros e brasileiras.
Cinicamente, o Governo diz que não tem dinheiro para compensar a perda dos aposentados deste País. Cinismo! Isso é cinismo! Quem deve mais à Previdência é o Governo. Caixa Econômica deve à Previdência. Correios devem à Previdência. É cinismo, Senador, quando se diz que não se pode repor a perda salarial. A cada ano, Senador, a cada aumento do salário mínimo, o aposentado perde a metade do aumento. E aí, Senador, vai roendo devagar, vai roendo devagar.
Vai chegar uma hora, Senador, em que não haverá mais condição nenhuma de sobrevivência neste País. Isso é um massacre! Isso é um massacre, Senador! Coloque na sua consciência que isso é um massacre à luz do dia.
E o Governo fica dizendo… Aliás, um cearense. V. Exª é do Ceará, não é, Senador? Pois um conterrâneo seu, Ministro da Previdência, é mentiroso até a alma. Acho que ele não é cearense, pois cearense não mente. Mentiroso! Mentiroso! Com a cara mais cínica, ele veio dizer a mim e ao Paim que a Previdência era deficitária. Esse não é cearense. Vou descobrir onde ele nasceu. Que não seja no Pará também. É esse cidadão que emperra tudo. É esse cidadão que chega para o patrão dele e diz que os aposentados não têm de merecer absolutamente nada neste País. E é candidato a Senador no Ceará. Ei, cearenses! Ei, cearenses aposentados, chegou a hora de vocês darem o troco para José Pimentel! Chegou a hora! Deem o troco para ele! Ele está bem de vida, é Ministro.
Agora os aposentados estão sendo terrivelmente massacrados neste País. A CPI está aqui, Presidente! Estou dando entrada na quinta-feira. Já temos 35 assinaturas, sobram oito. Mas completaremos 40, porque queremos bater o recorde de assinaturas de CPI neste Parlamento.
Pois não, Senador. Vou passar para outro assunto, mas ouço V. Exª em relação a este.
O Sr. Jefferson Praia (PDT – AM) – Senador Mário Couto, V. Exª tem feito diversas reflexões sobre esse tema e V. Exª está com a razão. Primeiro, porque há muito temos ouvido sobre esses problemas relacionados à Previdência no nosso País. Essa questão da Previdência não é de hoje, não é do Governo Lula, ela vem de diversos governos. Então, eu estava aqui pensando que, embora tenhamos discutido, a Bancada do PDT aqui no Senado, esse tema e tenhamos ficado de fazer uma outra reflexão sobre essa questão, quero-lhe dizer, de antemão, que vou falar com o Líder Osmar Dias e o meu voto vai ser para que o PDT assine essa CPI, porque entendo que temos que fazer uma análise pormenorizada, ao longo dos anos todos, do que aconteceu com os recursos públicos dos trabalhadores brasileiros. E V. Exª está extremamente correto quando faz essa cobrança, porque não dá para levarmos isso para frente. Hoje é o Governo Lula, amanhã pode ser o governo do fulano ou da fulana, e o povo brasileiro vai ficar sempre nessa enrolação da Previdência. E acredito que, quando V. Exª faz a cobrança, faz nesse sentido. Portanto, acredito que o Partido não vai me impedir de assinar esta CPI, mas o meu voto vai ser para assiná-la, e assinarei esta CPI independentemente da tomada de decisão do meu Partido, independentemente de qualquer coisa, por entender que esse é um ponto que precisa realmente ser esclarecido para o povo brasileiro. Não dava para ficar mais nessa enrolação de Previdência. E que nós possamos fazer essa verificação não somente ao longo destes últimos anos do Governo Lula, mas que se estenda ao Governo FHC e, quem sabe, buscando a raiz desse problema da Previdência, que não é de hoje, mas já vem de muitos e muitos anos. Muito obrigado pela concessão do aparte.
O SR. MÁRIO COUTO (PSDB – PA) – Muito obrigado, Senador.
Incluo o aparte de V. Exª em meu pronunciamento com muita honra. V. Exª, mesmo ouvindo que já temos oito assinaturas a mais, externou um sentimento de vontade de assinar esta CPI.
Olhe, Senador, semana passada, os aposentados estiveram aqui e ficaram ali no Salão Verde por muitas horas, sofridos, sentados no chão. Quem passava perguntava: “Quem são esses? De onde vieram? O que fazem?” São os aposentados do Brasil, que pagaram, descontaram a vida inteira, trabalharam por este País a vida toda, a vida inteira e não mereciam estar ali naquela situação.
Mas veio o recado do Presidente da Câmara de que, amanhã, votariam os projetos do Senador Paulo Paim. Amanhã! Essa história já vem rolando há sete anos, Senador. Desde que eu cheguei aqui, há dois anos e meio, há mais de dois anos e meio estou aqui, eu escuto falar: vai entrar em pauta, não vai; vai entrar em pauta, não vai. Desarquivamos, votamos aqui, ganhamos a unanimidade. E está lá há um ano. Vamos aguardar amanhã! Vamos aguardar amanhã!
Se votarmos esses projetos amanhã, tenho certeza de que os Deputados Federais não vão falhar com os aposentados deste País. Tenho certeza disso, apesar de eu não acreditar mais. Não acredito mais. Não acredito que esse projeto entre em pauta amanhã. A minha sensação é de que estão nos enganando novamente. Mas espero que seja verdade.
Tenho outro assunto para falar, Presidente, mas vejo a preocupação de V. Exª; sinto no seu rosto e não gosto de abusar dos meus colegas. Eu ia falar sobre a violência no meu Estado. Mas falarei na quinta-feira.
(Interrupção do som.)
O SR. MÁRIO COUTO (PSDB – PA) – Só peço à TV Senado que mostre o jornal de hoje do Estado do Pará: “Violência interna mil por mês”. Vou falar na próxima quinta-feira sobre esse tema.
Vou falar também sobre esse outro tema e quero aqui, desde já, deixar meus parabéns à Polícia Federal, que me ouviu. Ouviu minha fala desta tribuna, mandou ver se era verdade e fez uma contestação de que o Senador Mário Couto falava a verdade desta tribuna: “PF investiga fraude de R$20 milhões” nos cofres do Ministério da Pesca, das colônias dos pescadores, do dinheiro que é destinado aos pescadores e não chega até às mãos dos pescadores. Foi uma denúncia nossa, e, na quinta-feira, farei um pronunciamento bem longo a respeito dessa situação em que vivem também os pescadores da minha Nação.
Sr. Presidente, não vou abusar da agonia de V. Exª. Sinto que V. Exª está agoniado para que eu desça desta tribuna. Vou descer, hoje é terça-feira, há muitos oradores. Na próxima quinta-feira, volto ao tema da violência no meu Estado e da fraude nas colônias de pescadores.
Muito obrigado.
Deu no Site: COBAP
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Na tarde desta terça-feira, 3 de novembro, dirigentes da COBAP foram recebidos de forma extremamente cordial na sede da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil. O secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, ficou comovido com a calamitosa situação dos aposentados brasileiros. Ele considerou propicia e muito proveitosa a audiência solicitada pela COBAP.
“Tenho um irmão e uma irmã aposentados que há 13 anos não recebem reajustes. É uma triste realidade que precisa ser combatida com novas estratégias”, afirmou Dom Dimas.
Neste encontro, o presidente Warley Martins entregou ao bispo diversos documentos verídicos que comprovam o achatamento dos benefícios previdenciários e queda crescente na qualidade de vida dos idosos. Apresentando documentando oficial, a COBAP também solicitou o envolvimento da Igreja Católica na conscientização da população quanto ao calvário sofrido pelos aposentados.
Detentor de grande habilidade política e muita praticidade, Dom Dimas demonstrou conhecimento dos projetos de autoria do senador Paulo Paim que contemplam milhões de inativos.
“A força de pressão que o aposentado tem é no voto. Eu realmente acredito na força dos aposentados”, declarou o secretário geral da CNBB.
Além de Warley, estiveram nesta reunião os diretores Moacir Meirelles, Nelson de Miranda Osório e Luiz Adalberto.
“ENQUETE SITE DIAP: FATOR PREVIDENCIÁRIO!…”

“QUESTIONAMENTO PÚBLICO 036/2009″

Opinião do Leitor

Algumas situações são verdadeiras na política nacional e também nas mazelas do País. Recentemente o Presidente Lula mostrou-se indignado e acenou que não quer ser fiscalizado. Parece que quer apenas aplausos. Afinal, obra parada pelo Tribunal de Contas é porque tem alguma coisa de errado. Depois voltou atrás e disse que a imprensa é necessária. Também deu para atacar as elites. Agora o governo quer um PIB da ordem de 7% para viabilizar a candidatura da Dilma. Isto é sinal que mais dinheiro vai sair de algum lugar. Muito provavelmente da Previdência Social, como sempre, deverá sair até um pouco mais. E aí dirão que a
Previdência é deficitária. Prorrogaram a redução de IPI para eletrodomésticos da linha branca. Menos arrecadação. Por outro lado a gastança continua em todos os lados. A todo o momento vemos o governo anunciar aumento de postos de trabalho e, como pessoa do povo, só vejo gente falando de desemprego e dificuldades para se empregar. Na área da Previdência Social a toda hora vemos notícias de quadrilhas fazendo rombos de milhões com falcatruas o que demonstra falta de administração. Por outro lado o pobre do trabalhador que quer se aposentar ou precisa de auxílio doença, etc. pena pelos postos do INSS que fazem de tudo para protelar seu atendimento. Mas as quadrilhas conseguem coisas incríveis com a maior facilidade.
Vemos uma política demagoga de bolsas famílias que nada resolve de fato na questão social.
Quando um contribuinte deve ao governo, tem que pagar imediatamente. Quando o governo deve temos os precatórios. Aqueles que demoram anos para que o contribuinte tenha seu dinheiro de volta. Vemos o País assumir a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016 para investir bilhões. Aí vemos em seguida a Cidade do Rio de Janeiro tomada por uma verdadeira guerra urbana com o tráfico de drogas, matando inocentes e a Segurança Pública diz que tem um serviço de inteligência. O Presidente da República está procurando ingerir em todos os setores, preocupado em fazer sua sucessora. Está ingerindo inclusive nos trabalhos do Legislativo. Resumindo, a todo o momento qualquer notícia que vá contra os interesses do governo em mostrar números bonitos e uma política correta com o povo, o Presidente vem logo tratando de desmentir e se utiliza até de palavreado não muito politicamente correto. Pra não dizer chulo. O Legislativo por outro lado procura neste momento fazer o jogo do governo, até mesmo a oposição. Afinal em vésperas de ano eleitoral todos estão procurando seu quinhão. Não estão interessados verdadeiramente naquilo que interessa de fato ao povo. Parece que tudo é uma mentira, vestida de verdade. Um teatro de fantoches. O manuseio das palavras em nossa língua por alguém que tem a prerrogativa de falar bem, pode perfeitamente dizer uma coisa, falseando outra.
O presidente da Câmara MICHEL TEMER já assumiu mais de uma vez a votação dos projetos dos aposentados e não cumpriu. Mas sempre teve uma justificativa que julgou plausível. Na ótica dele é claro. Será que agora vai mesmo fazer? Tenho dúvidas. Só vou acreditar quando acontecer. Portanto senhores Deputados esta casa vive da mentira ou desta vez vai prevalecer à verdade? A verdade deverá ser a aprovação de todos os projetos dos aposentados, na forma como foram aprovados no senado. Nada diferente disto interessa aos aposentados. A política brasileira virou um teatro onde só se mente descaradamente, até mesmo sobre falcatruas provadas e, com a conivência do Supremo cujos ministros muitos foram colocados lá pelo Presidente da República. É este o legado que os senhores querem para seus filhos e netos?
Ou será que no próximo ano teremos que eleger gente que vai fazer da política, uma política de verdades?
CHEGA DE MENTIRAS, DE POLITICAGEM, DE FALCATRUAS. SEJAM VERDADEIROS! É O MÍNIMO QUE O POVO DESEJA.
Creio que tudo já foi dito, discutido e provado que a Previdência não é deficitária, que pode perfeitamente pagar o que deve e que os aposentados estão sendo vítimas do preconceito de um Presidente aposentado e que não cumpriu o que disse quando em campanha. ENTÃO A POLÍTICA VIVE DA MENTIRA? DO TEATRO? Até a candidata do governo, antipática e sisuda já está em plena campanha, começando agora a trocar as senhoras e senhores por “companheiros e companheiras”, a sorrir e mandar beijinhos e com uma peruca horrorosa. REALMENTE NA POLÍTICA O QUE CONTA É A MENTIRA, A ENGANAÇÃO! Infelizmente o povinho não sabe o passado desta mulher…
MAS EXISTE UMA VERDADE! Os aposentados estarão acompanhando as votações e mesmo que seja fechado vão saber quem votou contra. E 2010 VAI SER O ANO DO TROCO! VAMOS TROCAR O TEATRO DE FANTOCHES PELO TEATRO DA VERDADE!FAÇAM UMA SIMPLES CONTA: 26 MILHÕES DE APOSENTADOS X 3 PARENTES PRÓXIMOS = 78 MILHÕES DE VOTOS. CREIO QUE TEMOS FORÇA SIM. Chega!
Marco Aurélio Mafra Portugal
mafraportugal@gmail.com
Deu no Blog: Roberto Jefferson
“QUESTIONAMENTO PÚBLICO 035/2009″

Deu no Site: APN – Agência Petroleira de Notícias

Os aguerridos petroleiros que entram no 12º dia da ocupação do Edifício Torre Almirante (EDITA), no Rio, em defesa dos direitos dos trabalhadores – em especial, dos aposentados – mandam notícias. Apesar de estarem passando o “feriadão” enclausurados na torre, apesar das imensas saudades dos familiares e amigos, Emanuel, Fabíola, Roberto Ribeiro, Wladimir e Flávio seguem firmes na luta, animados pela justiça das suas reivindicações e pela solidariedade que vêm recebendo. A seguir, o mais recente relato dos companheiros:
Muita gente tem ligado, enviando mensagens de apoio, por e-mail. Outros vêm pessoalmente. A diretoria do Sindipetro-RJ tem sido magnânima, no apoio político à nossa Ocupação. Os funcionários do sindicato têm sido incansáveis, no atendimento às nossas necessidades. De nossa parte, a luta continua!
Apesar do feriadão, longe da família, apesar do desconforto e das insistentes e imutáveis pizzas para nossa alimentação, enviadas pelo RH (Recursos Humanos), apesar das horas dormidas em carpete e dos banhos improvisados, com ducha higiênica, já completamos dois fins de semana fora de casa.
Por causa da ocupação, Wladimir vai faltar à formatura em jornalismo da filha Olga Benário. Alguém pode imaginar o que isso representa para a filha e para o pai?
Emanuel vai deixar frustradas as duas filhinhas. A de 5 anos, nas manhãs de sábado, costuma passear com o pai no Parque do Flamengo.
Roberto já informou à família, em Itaipu, Niterói, que vai faltar a costumeira pescaria, pelo segundo fim de semana consecutivo.
Flávio, embora demitido da Petrobrás, também não foge à luta. Já ligou para a mãe, cheio de esperanças, avisando que, talvez volte para casa, antes do próximo final de semana.
E a Fabíola? Todos os dias recebe ligações das filhas. Uma está no Canadá, a outra em Macaé. A mãe também liga, recebe ligações diariamente das filhas, uma no Canadá e outra em Macaé, a mãe também liga pedindo “juízo” para a filha, avisando que reza por ela e por seus companheiros, e que todos estão muito preocupados.
Mas a ocupação continua. Pois os companheiros que lá estão são de carne e osso como todos nós, mas são movidos por altos ideais. Assim, escrevem:
“ O nosso moral continua em alta, porque a causa é nobre. Preocupados devem estar os nossos oponentes que sequer entram no mérito do nosso protesto. Até porque, como defender o indefensável? Como imaginar que a maior empresa do país, a segunda das Américas, que gasta apenas 3% (três por cento) de seu faturamento com a folha de pagamento, possa agir de forma tão mesquinha com aqueles que ajudaram a construir a Petrobrás? E que têm sido desrespeitados há treze anos! Estamos nos referindo à discriminação praticada contra os aposentados.
Como aposentados seremos todos no amanhã, essa luta é de todos. E para que não haja dúvidas, reiteramos nossas bandeiras:
- Greve nacional da categoria, inclusive nas unidades que não são ligadas à Frente Nacionais dos Petroleiros (FNP)
- Por uma Petrobrás 100% estatal e pública, com a volta do monopólio estatal do petróleo
- Isonomia entre ativos e aposentados.
- Cancelamento das punições da última greve (PLR)
- Retorno de todos os demitidos do Sistema Petrobrás (Petrobrás, Interbrás, Petromisa, Petroflex, Nitriflex).
- Fim da remuneração variável (por uma política de reajustes reais, incluindo o pessoal da ativa e aposentados)
- Melhorias na AMS
- Dobradinha extra turno
- Pelo atendimento da Pauta de Reivindicações apresentada pelos trabalhadores.
Estamos convictos de que nossa luta não será em vão. Certamente se reverterá em vitória para todos os trabalhadores!
Rio, 2 de novembro de 2009.
Fonte: Agência Petroleira de notícias
Deu no Site: DIAP

O plenário da Câmara dos Deputados realiza sessão, nesta quarta-feira (4), que pode votar a emenda do Senado ao PL 1/07, do Executivo, que garante a todos os benefícios mantidos pela Previdência Social – aposentadorias e pensões – o mesmo aumento concedido ao salário mínimo.
A regra também beneficia os 8,1 milhões de aposentados e pensionistas que ganham acima do mínimo.
A proposta é a mais polêmica da semana e foi pautada pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), depois da pressão dos aposentados na semana passada.
A emenda recebeu parecer favorável da comissão especial que analisou a matéria.
Desde junho, o Governo tenta negociar com representantes dos aposentados uma proposta alternativa, mas até agora não houve acordo.
Para o Executivo, o reajuste unificado pode comprometer as contas da Previdência nos próximos anos. O plenário se reúne, a partir desta terça-feira (3), às 16h.
Deu no Site: Jornal Zero Hora
“ESTATUTO DO IDOSO”




“QUESTIONAMENTO PÚBLICO 034/2009″

Deu no Site: COBAP
http://cobap.maquinaweb.com.br/

Chegou a hora de cumprir a promessa de defender e cumprir a Constituição, promovendo sempre o bem estar do aposentado brasileiro com a imediata apreciação e aprovação no Plenário do PL nº. 01/2007, que dispõe sobre o valor do salário mínimo a partir de 2007 e estabelece diretrizes para a sua política de valorização de 2008 a 2023 e da emenda aprovada pelo Senado Federal e pela Comissão Especial, concedendo o mesmo índice de reajuste do salário mínimo aos benefícios previdenciários.
A Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas – COBAP, representando os aposentados do País e mais de mil Entidades, Federações e Associações de Base, acreditam em suas propostas de uma equidade social e no compromisso de um Brasil cada vez melhor.
Sabemos que a missão que lhe foi confiada será honrada com feitos concretos e que a sua determinação e dedicação são marcas de seu trabalho, mais ainda, que vossa excelência não se esquecerá daqueles que construíram o nosso País, os aposentados, pensionistas e idosos.
Os aposentados e pensionistas do Brasil precisam resgatar sua dignidade e melhorar suas condições de vida.
É injusto que, após uma vida de lutas se encontrem com seus benefícios cada vez mais reduzidos
e em situação de penúria e endividamento crescente.
Conclamamos todos os nobres Deputados a reafirmar sua defesa aos aposentados e pensionistas
do Brasil resgatando a cidadania e a justiça social.
VOTAÇÃO E APROVAÇÃO IMEDIATA DO PL 01/07 SENHORES DEPUTADOS, HONREM SUAS PROMESSAS,
JUSTIÇA PARA OS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO BRASIL!
A DIRETORIA











