ENDEREÇO DO NOVO ASOV… Clique no endereço abaixo!…

Olá todos!…

Esse será o endereço do novo ASOV a partir da data de hoje. Espero que com a ajuda de vocês, possamos aprimora-lo cada vez mais. Façam seus comentários, dêem suas opiniões e se tiverem novas idéias para o ASOV, não deixem de apresenta-las.

Ainda há vários ajustes a serem feitos no site e alguma coisa pode não funcionar.

Vou fazer o possível para que o ASOV esteja sempre atualizado.

Sejam todos bem-vindos!…

Um grande abraço,

Aguinaldo Candido

COMUNICADO – O ASOV VAI MUDAR DE ENDEREÇO…

 

OLÁ AMIGOS DO BLOG ASOV!…

ESTAMOS ENTRANDO EM 2011, E O ASOV TAMBÉM VAI MUDAR DE ENDEREÇO. VAMOS TER UM ESPAÇO MUITO MAIS ORGANIZADO E O MAIS IMPORTANTE, MANTENDO A IDENTIDADE ADQUIRIDA NOS ÚLTIMOS MESES.

LOGO O NOVO ESPAÇO ESTARÁ PRONTO. TEREMOS A NOSSA DISPOSIÇÃO: CONTAS DE E-MAILS ESPECÍFICAS, FORUM PARA DISCUSSÃO ENTRE OS MEMBROS, ARTIGOS PROTEGIDOS (DISPONÍVEL SÓ PARA QUE TIVER A SENHA) E OUTRAS COISAS MAIS.

O NOVO ENDEREÇO SERÁ: www.aposentadosolteoverbo.org

NO MOMENTO, VAI APARECER UMA PAGINA DE MANUTENÇÃO, MAS EM POUCOS DIAS SERÁ LIBERADO PARA TODOS.

EM TEMPO, DESEJO A TODOS UMA ÓTIMA PASSAGEM DE ANO E QUE EM 2011 ESTEJAMOS MAIS UNIDOS NESSA LUTA PELOS NOSSOS DIREITOS.

UM ABRAÇO,

AGUINALDO CANDIDO

Deu no Site: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio – Previdência Social

http://www.epsjv.fiocruz.br

Ameaça de ‘quebra’ do sistema justifica reformas há mais de dez anos. Mas os números mostram que a previdência brasileira tem apresentado superávits bilionários

Após dois meses de muitos debates, greves e manifestações contrárias nas ruas, a França aprovou, no fim de outubro, uma reforma na previdência que aumenta de 60 para 62 anos a idade mínima de aposentadoria — isso depois de uma série de tentativas que já vinham sendo feitas nesse sentido desde os anos 1990.

No Brasil, duas reformas – ou, como alguns autores preferem chamar, contrarreformas, pois tiveram caráter recessivo – aconteceram recentemente: a primeira em 1998, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, e a segunda em 2003, como uma das primeiras ações do governo Lula. A história da previdência no Brasil, as implicações dessas duas reformas e as perspectivas para o futuro você fica conhecendo agora, nesta reportagem.

Mudar pra quê?

A previdência social, por definição, oferece benefícios como salário-desemprego, seguro-materninade e cobertura em caso de invalidez e doença dos segurados – além da aposentadoria, área que rende mais discussões.

Via de regra, hoje os brasileiros podem se aposentar aos 65 anos de idade ou com 35 anos de contribuição à previdência, se forem homens, e com 60 anos, ou 30 de contribuição, no caso das mulheres (veja as condições gerais para se aposentar) .

Só que o desenho da população do país está mudando. Se em 1980 a expectativa de vida de um brasileiro era de 61,8 anos, hoje é de 72,9, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); a diminuição da taxa de natalidade, por outro lado, leva a crer que, no futuro, haverá menos jovens para sustentar a previdência com suas contribuições. Ter uma população formada por mais velhos e menos jovens significa também ter mais gente recebendo pensões sem que a receita do sistema aumente. O raciocino é simples: se não forem feitas reformas na previdência, ela irá ‘quebrar’.

Essa lógica, que em geral serve de argumento para as propostas de (contra) reforma, não é consensual entre estudiosos do tema. Os relatórios da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), aliás, mostram que, embora muito se tenha dito que a previdência é deficitária no Brasil, o sistema tem apresentado superávits de bilhões de reais anualmente e não está nem perto de falir.

Os pesquisadores ouvidos pela Poli ajudam a compreender o que está por trás desses argumentos e quais são, de fato, as mudanças necessárias. Antes, porém, é importante entender como se construiu o sistema atual.

Como chegamos até aqui

Em sua tese ‘Previdência social no Brasil: da revolução passiva à contrarreforma’, a professora e pesquisadora Andréa Teixeira, da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), localiza na década de 1920 o primeiro sistema previdenciário do Brasil: em 1923, a Lei Eloy Chaves criou as Caixas de Aposentadoria e Pensão (CAPs), inicialmente restritas às empresas ferroviárias e, mais tarde, estendidas às marítimas e portuárias. Ela lembra, no entanto, que as caixas, vinculadas às empresas, eram privadas, e o papel do Estado se resumia a fiscalizar o cumprimento da lei.

Assim, foi apenas em 1933, já no governo de Getúlio Vargas, que surgiu o sistema previdenciário público, com a concepção dos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs), cuja receita era formada por contribuições dos segurados, das empresas e do Estado. Ao contrário das CAPs, os IAPs não estavam vinculados a empresas, mas sim a todos os trabalhadores de determinadas categorias profissionais, como os marítimos e os bancários – essas categorias, por sua vez, dispunham necessariamente de representação sindical.

É por isso que muitos autores consideram que o sistema dividia os trabalhadores e cooptava as lideranças sindicais – o presidente de cada IAP era designado pelo presidente da República. “Os IAPs representam uma grande mudança em relação às CAPs, que compunham um sistema mais localizado e menos controlado pelo Estado. Com os IAPs, o Estado chama para si essa proteção social e a organiza, embora os institutos ainda estivessem nas mãos dos trabalhadores. Esse é o formato da relação entre Estado e classe trabalhadora organizada. A fragmentação do sistema – cada categoria tinha uma proteção social com regras e benefícios diferentes – acabava reproduzindo as desigualdades da própria classe trabalhadora”, explica Sonia Fleury, professora da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas.

A lógica da fragmentação só foi fortemente alterada em 1966, já durante a ditadura civil-militar, com a unificação dos IAPs no Instituto Nacional da Previdência Social (INPS). Mas Andréa Teixeira lembra que, embora a unificação pudesse representar um avanço, o quadro geral era ruim: “Por um lado, a unificação rompeu com a diferenciação corporativa que vinha das origens da instauração dos primeiros mecanismos previdenciários: universalizou-se, para todos os segurados, o mesmo padrão de benefícios. Mas, por outro, esta universalização se efetivou mediante uma nivelação por baixo, generalizando-se como padrão único os menores níveis anteriores de prestações”, escreve.

De acordo com Sonia Fleury, nesse momento, os trabalhadores foram eliminados da gestão da previdência, sob a alegação de que o sistema estava falido por problemas de gestão. “Realmente, a previdência estava falida, mas por conta da utilização dos recursos para fazer grandes obras nacionais – desde siderúrgicas até a cidade de Brasília – sem que esses recursos fossem devolvidos ao sistema”, conta. Ela diz ainda que havia também muitos problemas de evasão, por conta da inflação, que já era muito alta, o que levou a um quadro de grande debilidade financeira. “O governo culpou os trabalhadores por tudo isso, transformando a previdência num órgão do governo, e não mais dos trabalhadores”, completa.

Em 1977, foi criado o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social (Sinpas), que compreendia o INPS, responsável pelos benefícios previdenciários; o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), que cuidava da assistência médica, o Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (Iapas), que se ocupava da arrecadação e da fiscalização das contribuições e da gestão dos recursos; a Legião Brasileira de Assistência (LBA), para a assistência social; a Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (Funabem); e a Dataprev (Empresa de Processamento de Dados da Previdência Federal).

Reflexos na saúde

A assistência de saúde oferecida pelo Inamps era, segundo Sonia Fleury, baseada em uma medicina de caráter estritamente curativo. “Era para repor o trabalhador, com uma base hospitalar grande concentrada nas grandes cidades, onde estavam os trabalhadores sindicalizados”, conta.

Além disso, Andréa Teixeira avalia, em seu trabalho, que a previdência se colocou como uma grande fomentadora da privatização e da mercantilização da assistência, uma vez que o INPS se tornou o maior comprador de serviços do setor privado.

Para Sonia Fleury, tudo isso gerou grandes problemas para a construção do Sistema Único de Saúde (SUS), instituído pela Constituição de 1988: “Um país que opta por um sistema único de saúde não pode manter uma medicina previdenciária e outra do Ministério da Saúde (MS). É preciso juntar as duas coisas. E, ao se incorporar o Inamps ao MS, o modelo previdenciário – hospitalocêntrico, de ação curativa e com uma rede concentrada – era o preponderante”, comenta a pesquisadora.

O SUS não foi a única novidade dessa área na Constituição. Ela também estabeleceu o modelo de seguridade social, que integrava as ações de previdência, saúde e assistência social, preocupando-se em definir um sistema mais forte de financiamento. Até então, a fonte de financiamento era quase exclusivamente a contribuição de segurados. “Quando funciona dessa forma, se há crescimento econômico, com muitas pessoas empregadas e contribuindo, o sistema tem recursos, e em épocas de crise ele entra em falência. Com a Constituição, havia a preocupação de não ter como fonte exclusiva de financiamento da proteção social a folha de salário – buscou-se, então, ter fontes alternativas para reduzir essa dependência do financiamento ao ciclo econômico”, explica Sonia.

Por isso, foram criadas duas novas contribuições sociais voltadas para a seguridade: a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que incide sobre o faturamento das empresas, e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incide sobre o lucro das empresas. As demais fontes de receita são as contribuições de empregados e empregadores sobre os salários e os recursos arrecadados com as loterias oficiais.

Na prática, a integração que o modelo da seguridade social propunha acabou não ‘pegando’: saúde, previdência e assistência continuaram existindo como áreas paralelas. “No que diz respeito ao orçamento, por exemplo, temos que o direito à aposentadoria é um direito contratual: o segurado contribui e tem direito à aposentadoria. Não é a mesma coisa na saúde e na assistência. São direitos de naturezas diferentes. Portanto, após a aprovação do sistema, os recursos da seguridade acabaram se destinando prioritariamente ao pagamento dos benefícios previdenciários – até porque, antes, quem arrecadava era mesmo a previdência. O Inamps passou para o MS, mas não repassaram os recursos necessários”, pondera Sonia Fleury.

Dez anos depois…

Foi no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1998, dez anos após a promulgação da Constituição, que uma Emenda Constitucional (EC) apresentou as primeiras medidas importantes para mudar o sistema previdenciário: a EC 20, que havia sido proposta três anos antes. Em sua tese, Andréa Teixeira nota que, com a emenda, a seção sobre previdência social da Constituição foi alterada já no seu primeiro artigo, o no 201: “A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial (…)”, diz a nova redação. A ênfase na preservação do equilíbrio financeiro e atuarial, que não existia no texto anterior, dá o tom da emenda. Entre outras medidas, ela acaba com o critério do tempo de trabalho para pedir aposentadoria, antes previsto no artigo 202, e estabelece, em seu lugar, o tempo de contribuição.

O regime geral de previdência social (RGPS), que trata dos trabalhadores do setor privado, passou a ter o limite máximo para o valor dos benefícios fixado em R$ 1.200, a ser corrigido anualmente (hoje, ele é de cerca de R$ 3,5 mil). Além disso, para os servidores públicos se aposentarem, passou-se a exigir uma combinação entre idade e tempo de contribuição – até então, era possível que eles se aposentassem ao atingir uma certa idade mínima ou após trabalhar por determinado período, sem conjugar os dois fatores. Segundo Andréa, a ideia era unificar os regimes de previdência, inserindo os servidores públicos no RGPS e submetendo-os ao seu teto de benefícios – mas isso não foi possível por conta da intensa oposição feita na época.

No ano seguinte, o governo aprovou ainda o fator previdenciário , que exige mais tempo de contribuição para que o aposentado receba sua pensão integralmente.

Mas talvez a maior mudança feita na legislação durante o governo de Fernando Henrique tenha sido, também com a EC 20, a instituição de um regime de previdência privada, “de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social” – embora algumas empresas já contassem com previdência privada desde a década de 1970, a Constituição de 1988 não previa isso.

Privatizando o sistema

“A privatização possível na previdência é a do desmonte”. A afirmação é de Sara Granemann, professora da Escola de Serviço Social da UFRJ. De acordo com ela, assim como no caso das universidades federais, não é possível fazer uma privatização clássica da previdência, como se faz com empresas estatais. “A privatização possível é a da contenção do crescimento da previdência pública, que abre um enorme espaço para a venda de previdências privadas”, explica. E a fragilização da previdência pública se dá por meio de estratégias como o estabelecimento de um teto de benefícios de valor baixo e de dificuldades impostas para alguém se aposentar, como foi feito na reforma dos anos 1990 no Brasil, justamente ao mesmo tempo em que se abriu a legislação para a organização de um regime de previdência privada, também chamada ‘previdência complementar’ – de acordo com Sara, um modelo estadunidense que teve grande êxito em países como Inglaterra e Holanda.

A professora explica que há dois tipos de previdência complementar: a aberta e a fechada. A primeira pode ser adquirida por qualquer pessoa e é vendida por bancos e seguradoras, como o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). “São planos abertos para qualquer um que tenha a possibilidade de pagar uma certa quantia todos os meses. E eles são muito diferenciados: há a possibilidade de pagar quantias relativamente baixas, como R$ 100”, conta a professora.

De acordo com ela, a previdência complementar aberta funciona mais ou menos como um título de capitalização – como uma ‘poupança previdenciária’ que se contrata por um largo tempo. “Em geral, há contratos rigorosos, e os bancos ganham no longo prazo, com os juros sobre essa poupança. Assim, quando é preciso retirar o dinheiro antes do tempo contratado, o contratante perde significativas importâncias, que vão desde 50% a 75% do que já foi poupado. E eles são uma carta em branco aos bancos, já que são de longo prazo. Muitos pais têm feito essa poupança para os filhos – inclusive os bancos, com estratégias de marketing eficazes, têm feito esse tipo de propaganda”, completa Sara.

A outra forma de previdência complementar é a fechada, também conhecida como fundo de pensão. Os fundos não são abertos a qualquer pessoa física: para fazer parte, é preciso ser trabalhador de uma determinada empresa ou de uma determinada categoria. De acordo com Sara, ambas as formas cresceram no país na última década, mas sua construção remonta à ditadura. “Nos anos 1970, a previdência complementar foi o principal instrumento impulsionador do mercado de capitais no Brasil. Era preciso dinheiro para movimentar esse mercado, e a grande ideia planetária já era a da previdência complementar. Aqui, isso foi ofertado primeiramente para os trabalhadores das empresas estatais – o general Ernesto Geisel, que foi presidente da Petrobras, foi um grande animador da construção de fundos de pensão no Brasil, como é o caso da Petros, o fundo da Petrobras”, conta a professora.

De acordo com ela, hoje há cerca de 400 fundos de pensão no Brasil, que movimentam entre 15% e 22% do Produto Interno Bruto (PIB) do país – os três maiores são o Previ, do Banco do Brasil, a Petros e o Funcef, da Caixa Econômica Federal. “Os trabalhadores depositam todos os meses uma certa quantidade de dinheiro que se transforma em massas gigantescas de capital, porque é investido em capital fictício , em títulos públicos ou capital portador de juros, em ações de empresas como a Vale, a Embraer e outras”, diz Sara, descrevendo uma capitalização que está presente também na previdência complementar aberta.

Ela afirma ainda que, durante o governo de Fernando Henrique, os fundos de pensão foram os esteios das privatizações das estatais, emprestando dinheiro para realizar as operações. “Já no governo Lula, foram instrumentos fundamentais para a sustentação das taxas de juros e a compra de títulos da dívida do Estado brasileiro”, comenta.

2003: o processo continua

A contrarreforma feita no fim dos anos 1990 ficou incompleta: embora tenha endurecido as regras para os trabalhadores do setor privado, com o estabelecimento de um teto de benefícios baixíssimo, não conseguiu atingir tão largamente os servidores públicos. A EC 41, aprovada no fim de 2003, já no primeiro ano do governo Lula, aprofundou as mudanças da década anterior. O texto institui a contribuição de inativos e pensionistas e acaba com a aposentadoria integral para servidores que ingressassem no serviço público a partir de 2004, estabelecendo como teto de benefícios para servidores o teto do RGPS.

Para Sara Granemann, as mudanças nas regras para servidores impulsiona fortemente a venda de previdência complementar. “Os servidores públicos são, potencialmente, os trabalhadores que o capital mais quer ver envolvidos com fundos de pensão. Isso porque, além de formarem uma massa significativa de trabalhadores, eles têm uma característica importante: a garantia de recebimento de salário. É mais difícil o Estado quebrar do que uma empresa. E, se ele quebra, tem maiores condições de se reconstituir. Dados os contratos e a estabilidade dos servidores públicos, eles seriam os potenciais compradores de fundos de pensão”, observa.

Ela explica que, para que os servidores aposentados pudessem complementar seus benefícios, recebendo o que ganhavam enquanto estavam na ativa, a federação, os estados e os municípios criariam previdências complementares, sob a forma de fundos de pensão. “Só que ainda não se conseguiu regulamentar a constituição desses fundos. Houve uma tentativa com a apresentação do projeto do Fundo de Pensão dos Servidores Públicos Federais (Funpresp), que seria um fundo de adesão não-obrigatória. Na verdade, não tenho dúvidas de que, dependendo do trabalho de convencimento ideológico, o não-obrigatório se tornaria imperativo. Mas houve muita resistência à criação do Funpresp e o projeto foi engavetado – o que não quer dizer que tenha sido arquivado: foi apenas retirado de pauta momentaneamente”, diz Sara.

A professora acredita que a contrarreforma não está encerrada e que o assunto vai voltar à tona nos próximos anos. “O próximo passo será estabelecer, para todos os servidores públicos, o fundo de pensão, e, para os trabalhadores da iniciativa privada, um teto mais rebaixado da previdência pública”, aposta.

Argumentação

A previdência está quebrada. Quem nunca ouviu isso? A afirmação, que vem sendo usada constantemente para argumentar sobre a necessidade de mudanças no sistema previdenciário, não é recente. Um texto para discussão publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 1997, um ano antes da EC 20, dizia que “o Estado, como gestor da poupança alheia, teve desempenho catastrófico” e apontava, como solução, um regime de capitalização. O documento afirmava que, no sistema brasileiro, “os contribuintes ativos de hoje pagam pelos inativos de hoje, na esperança de que novas gerações de contribuintes venham a fazê-lo quando passarem para a inatividade”, e afirmava ser preciso ter uma “reserva capitalizada” para servir de “colchão amortecedor para o futuro do sistema”.

Então, usando gráficos e tabelas, o estudo mostra os problemas de financiamento por que passava o sistema brasileiro, com aumento do número de beneficiários e estagnação dos contribuintes em tempos de crise econômica, enquanto tenderia sempre a crescer o gasto com o pagamento de benefícios.

De acordo com Sara, o argumento dos problemas financeiros da previdência deixa de levar em conta aquelas contribuições sociais criadas em 1988 que você viu no início desta reportagem: a Cofins e a CSLL. “Essas duas contribuições, somadas à contribuição patronal e à contribuição do trabalhador sobre a folha de salário, permitem que a estrutura previdenciária e do sistema de seguridade em geral sejam muito eficazes”, diz Sara.

As análises da seguridade social divulgadas anualmente pela Anfip confirmam: o sistema brasileiro não apenas não é deficitário como tem apresentado, a cada ano, superávits bilionários. De acordo com Jorge Cezar Costa, presidente do conselho executivo da Anfip, mesmo em 2009, ano de crise, houve um saldo positivo de R$ 32,6 bilhões na previdência; em 2008, o valor havia sido ainda maior – R$ 64,8 bilhões. “É muito dinheiro”, diz Sara, completando: “Por isso se entende tanto interesse em torno da seguridade”.

Para Sonia Fleury, é preciso considerar que o saldo poderia ser ainda maior, mas “há uma apropriação indébita de 20% dos recursos de contribuições”, por conta de um mecanismo chamado Desvinculação de Receitas da União (DRU), que possibilita o uso de 20% das contribuições sociais para outras finalidades. Ela completa: “Além disso, ocorrem isenções fiscais. Há políticas governamentais que isentam certos setores ou reduzem a contribuição que eles devem à previdência social”.

E o envelhecimento da população? Não interfere nas contas? De acordo com Sonia, atualmente, é uma falácia dizer que esse é o problema do Brasil. “Não fizemos essa transição demográfica a ponto de termos hoje poucos jovens e muitos idosos. Nosso problema é que boa parte dos nossos jovens está desempregada, o que provoca um nível alto de exclusão previdenciária. Deveríamos aproveitar para aumentar o número de contribuintes, diminuindo a informalidade”, diz a pesquisadora.

Para Jorge Abrahão de Castro, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, mesmo que haja uma mudança na estrutura etária brasileira, o país vai manter sua população em idade ativa em um bom nível. “A relação de dependência no Brasil não vai se alterar fortemente”, acredita. Ele afirma ainda que, mesmo que diminuísse muito o número de trabalhadores, não necessariamente isso representaria um problema para a previdência: “Também dependemos da produtividade. O aumento da produtividade, com o progresso técnico, permite que menos trabalhadores produzam muito mais riquezas para o país, o que permite manter mais gente no sistema previdenciário. A questão demográfica não é a única variável importante”, observa.

Além disso, ele lembra, como Sara, que a previdência não é financiada apenas pela estrutura de seguro: “Ela está incluída dentro de uma estrutura legal que tem o arcabouço da ideia de segurança social. Isso significa que a previdência pode e deve ser também financiada com recursos de impostos, que também podem ser revistos. Nesse sentido, a seguridade não comporta a ideia de um déficit”.

Mas, para Jorge, é importante notar que a discussão não deve ser apenas “contábil”. De acordo com ele, esse tipo de debate se esquece de levar em conta os princípios pré-estabelecidos na estrutura brasileira. “O Brasil construiu uma estrutura institucional de proteção social que representou um avanço. É civilizatório. E não se pode discutir algo civilizatório com base pura e simplesmente em contabilidades, em balanços. O fundamental é manter a política social brasileira e avançar mais. Então, não se deve falar no assunto com um catastrofismo terrível, argumentando que não se tem dinheiro. Hoje, isso não é verdade. Se entrarmos em uma crise terrível, pode ser que chegue o momento de se renegociar. Mas não dá para renegociar os princípios”, diz.

Qual a mudança necessária?

Nem capitalização, nem aumento do tempo de contribuição, nem diminuição do valor dos benefícios. Para Sara Granemann, a reforma necessária na previdência deveria ir na direção oposta: “Deixar de limitar os tetos de benefício da previdência pública, para que nenhum trabalhador, para se sentir seguro, precise entregar sua vida à gestão dos capitais bancários sob a forma de previdência complementar. Ampliar o valor do benefício mínimo, que hoje é um salário mínimo. Considerar, para a aposentadoria, não o tempo de contribuição, mas o tempo de trabalho, como havia sido aprovado na Constituição de 1988. Determinar o fim do fator previdenciário e o fim das transferências da DRU para o pagamento de dívidas e juros. Essas são propostas avançadas, que melhoram a vida do trabalhador. Nenhuma poderá ser realizada em breve, já que os governos não estão operando nessa direção”, diz a professora.

Lá e cá

Não é só no Brasil que as contrarreformas vêm sendo feitas. Chile, Argentina, Espanha, Portugal, Itália e França são apenas alguns dos países que vêm sofrendo mudanças nos seus sistemas previdenciários. De acordo com Sara, o processo não é recente: “Em quase todos os países, especialmente na Europa, a privatização da previdência é simultânea à grande crise do capital da década de 1970, e veio como uma tentativa de solucioná-la, criando mais uma mercadoria para consumo da sociedade, além de transferir o fundo público para o capital”, explica, observando que as semelhanças entre as propostas são muitas: “Os projetos da última década para países como França, Itália e Portugal envolvem redução dos tetos de aposentadoria, aumento das exigências para se aposentar, como idade e tempo de contribuição – o mesmo que no Brasil”, exemplifica.

Não se trata de coincidência: segundo a professora, o modelo vem de um documento de recomendações publicado pelo Banco Mundial em 1994. “E a recomendação é justamente essa: que a previdência pública tenha um teto básico máximo, a ser definido por cada país, que deve haver fundos de pensão e que deveria haver um largo mercado de aposentadorias oferecido pelos bancos e seguradoras. É esse o modelo que os países vão implementando, com pequenas diferenças entre uns e outros, no mundo inteiro: da Ásia à América Latina, passando inclusive pelos ex-países socialistas, no Leste Europeu. É um projeto de transferência dos fundos públicos. É o estabelecimento de uma nova mercadoria para que quem não pode mais vender carros – já que há limites para vender carros neste mundo – possa ter outra coisa para vender”, conclui.

Reportagem publicada na revista Poli nº 14, de novembro/dezembro de 2010.

 

OPINIÃO DO LEITOR – AOS FIEIS AMIGOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS

O poeta latino, Horácio (sátiras, 1103) nos adverte: “Est modus in rebus, sunt denique fines ultra quos nemo audeat.” Traduzindo: Há no comportamento humano, uma medida, um limite além do qual não nos é licito avançar sem que se atinja a raia da tolerância e se ponha em jogo a estabilidade e a normalidade, condições necessárias para que haja paz e prosperidade na vida de uma nação.

No que tange à conduta de nossos governantes, dos políticos e de certos cidadãos brasileiros, sem a menor dúvida, atingimos esta medida, este limite de transigência que não nos permite mais permanecer de braços cruzados. Errar é humano, mas errar de caso pensado, planejado, fazer do erro uma norma de conduta e pretendermos impor aos demais nossas vidas como padrão a ser adotado, é intolerável.

Nós brasileiros, desde muito, desde já, estamos vivendo a hora do basta. De nossos dirigentes nada mais resta a não ser um bando de náufragos, em noite escura, a braços com ondas incontroláveis. Refiro-me a esta onda de corrupção em cuja crista se equilibra os surfistas dos poderes da república.

A titulo de ilustração citamos apenas esta conhecidíssima e interminável lista de fatos escandalosos e escabrosos que provocaram a criação de inúmeras comissões parlamentares de inquérito, pesquisas da policia federal e do Ministério Público, decisões judiciais, cujo resultado, sempre estacionou à sombra da mais refrescante e confortável impunidade. A verdade é que acusados e acusadores investigados e investigadores formam todos uma mesma e única sociedade de compadres cujo único interesse é garantir os próprios cofres bem recheados. Depois do reboliço que se arma à luz de um novo jato escandaloso e de duelo de morte que se fere entre executivo, legislativo e demais envolvidos bem como a própria mídia que enche o papo, faz-se sempre um grande silêncio, tempo suficiente para se esconder o fruto do roubo, aqui e lá fora. Ninguém mais volta ao assunto, nem sequer para cumprir a lei da ficha limpa. O interesse era, tão somente, o de simular uma satisfação à opinião pública que, se contenta com pouco, apenas, com as mentirinhas do quotidiano, mais do que suficientes para saciar seu doentio apetite para a verdade e para continuar tocando o bonde da mediocridade. Mas não é só este apagão de princípios que desfigura e anula a ação do poder no Brasil.

Muito mais do que tudo isto, a irresponsabilidade, a incompetência e o descaso do povo e pelo povo delineiam as características de nossos governantes. A alienação é tão alarmante que Lula não se envergonhou de declarar a nação que ele foi o melhor presidente que tivemos até agora em nossa história, declaração esta que se encaixa plenamente nos maxilares do ditador Hitler. Auto lá, senhor presidente, porque, no meu entender, o melhor presidente que tivemos, até hoje, foi Tancredo Neves que realizou a grande façanha de morrer, antes de tomar posse e de haverem feito coincidir sua délivrance com a efeméride de Tiradentes para não perder a carona de glória que lhe era oferecida por nosso herói nacional.

É hora sim meus amigos e amigas, de fazer uma pausa para refletir por que, no dizer do Profeta Jeremias (12.11) a terra toda está mergulhada na desolação porque ninguém há que reflita.

Pelo que tenho deduzido das numerosas manifestações de nossos companheiros no após eleições, é quase unânime o pensamento e o anseio de todos os aposentados no sentido de que nos reunamos em torno de um organismo de autêntica representação de nossa classe.

Os que até agora lutamos conseguimos plantar uma semente muito promissora que já se converteu em bons frutos, mas que precisa ser regada e cultivada para chegar à colheita plena. O grupo de operários que irá cultivar esta messe tem que ter absoluta autenticidade de adesão à nossa causa. Esta autenticidade se resume numa irredutível disposição de luta, numa afiada vigilância sobre a movimentação de nossos inimigos e numa total disposição, nos limites da capacidade de cada um, nas mãos dos dirigentes que irão coordenar a atividade de todos. Nossa classe, como toda a união de sócios, terá que se compor de dirigentes e de dirigidos. Dos dirigentes irá depender a força de nossa organização nas mãos de seus executores, que serão todos os aposentados e pensionistas. Felizmente, este grupo de dirigentes, com muita espontaneidade, já vai se delineando entre aqueles que se manifestam como capazes de colaborar nesta grande empresa que se organiza. Uma idéia que surge, de maneira concreta, vinda de Gelson Amaro, seria a criação de um Forum Virtual de Discussão, idéia esta que já recebeu o apoio do ASOV. Jogo com duas realidades inconfundíveis. A primeira é que nós aposentados somos uma classe que depende exclusivamente de si mesma para continuar existindo com dignidade e com justiça. Ou nossos DIREITOS serão respeitados, ou presenciaremos a derrocada do Estado Democrático de direito e mergulharemos na mais desastrosa das ditaduras pela prática de um holocausto bilhões de vezes superior ao que foi posto em prática por Hitler contra os judeus. A segunda realidade é a de nossos inimigos que só se lembram de nós para nos perseguirem, para sugarem nosso sangue e usurparem nossos direitos. Lutar com todas as armas, ainda que seja com o estilingue de Davi, confiar com a mesma confiança que tinha o povo de Deus face ao Golias da ambição e do ódio e esperar que se cumpra a palavra da SABEDORIA: OS HUMILDES SERÃO EXALTADOS. Este é o caminho que devemos continuar trilhando. Os frutos colhidos até agora nos provam que estamos bem orientados.

Estamos criando uma nova mentalidade pelo despertar das consciências. “Grite a plenos pulmões, sem parar, solte como trombeta o som de sua voz, mostre ao povo seus crimes e faça a casa de Jacó conhecer seus pecados”. Isaias 58.1.

 

José Cândido de Castro

Novembro de 2010

E-mail: profcastro@hotmail.com

 

Deu no Site: Estadão – Empreiteiras com obras irregulares do PAC deram R$ 70,5 milhões ao PT

http://www.estadao.com.br

Empresas responsáveis por obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) doaram R$ 240,5 milhões para campanhas políticas ao longo do primeiro turno das eleições deste ano. O partido mais beneficiado pelas contribuições dessas empreiteiras foi o PT, cujas campanhas receberam R$ 70,5 milhões. Somente a direção nacional da legenda foi agraciada com R$ 18,7 milhões.

Veja também:

Empresas dizem que doações estão de acordo com a lei

Camargo Corrêa foi a que mais colaborou a partidos e candidatos, com R$ 50 milhões

Com base em processos disponíveis no site do TCU, o Estado identificou empresas responsáveis ou integrantes de consórcios de 9 das 18 obras do PAC que apresentaram irregularidades graves e que, portanto, terão de ser paralisadas. Entram nesse grupo a Camargo Corrêa, integrante do consórcio contratado para realizar melhoramentos no Aeroporto de Vitória (ES). Foi a empreiteira que mais doou no primeiro turno: R$ 91,7 milhões.

Em seguida, vem a Construtora Queiroz Galvão. A empresa é responsável pela construção do Canal do Sertão, em Alagoas, da Adutora Pirapama, em Pernambuco, e faz parte do pool de empreiteiras que deveria reformar e ampliar o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A construtora contribuiu com R$ 58,2 milhões.

Ainda integram o grupo as construtoras OAS (R$ 41,2 milhões), Egesa (12,3 milhões), Mendes Júnior (R$ 12,2 milhões), Constran (R$ 3,8 milhões), EIT – Empresa Industrial Técnica (R$ 9,7 milhões), Serveng (R$ 9,3 milhões) e Odebrecht (R$ 2,1 milhões). Todos esses montantes deverão ainda ser reajustados.

O prazo para a prestação de contas dos candidatos que participaram do segundo turno – inclusive da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), e do candidato derrotado José Serra (PSDB) – termina no próximo dia 30.

Depois do PT, a legenda que mais recebeu recursos das empreiteiras das obras irregulares do PAC foi o PMDB, com R$ 38,4 milhões. Logo atrás aparece o PSDB, com R$ 38,1 milhões. O crescimento do PSB nas urnas se refletiu nas doações às campanhas do partido. Os socialistas, que passam a governar seis Estados a partir do dia 1.º de janeiro, ficaram em quarto lugar, com R$ 25,3 milhões – superando até o DEM, que recebeu R$ 16,5 milhões.

O PV, da candidata derrotada à Presidência, Marina Silva, aparece apenas na nona posição, com R$ 4,2 milhões em doações. A campanha dela recebeu duas contribuições diretas por parte da Camargo Corrêa, totalizando R$ 1 milhão.

No ranking das doações individuais, os oito beneficiários com maior volume de recursos são integrantes do PT ou de partidos aliados. O líder é Aloizio Mercadante, candidato petista derrotado ao governo de São Paulo, que recebeu R$ 5,5 milhões dessas construtoras. Também derrotado ao governo do Paraná, Osmar Dias (PDT) vem em segundo, com R$ 5 milhões. O governador reeleito do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), é o terceiro, com R$ 3,3 milhões.

Os cinco candidatos seguintes são do PT: Fernando Pimentel (R$ 3 milhões), Jaques Wagner (R$ 3 milhões), Marta Suplicy (R$ 2,7 milhões), Tarso Genro (R$ 2 milhões) e Gleisi Hoffman (R$ 1,8 milhão).

Governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) é o primeiro integrante de um partido de oposição a figurar entre os principais beneficiários das doações das empreiteiras das obras irregulares do PAC. Ele aparece em nono lugar, com R$ 1,7 milhão. Logo depois vem outro oposicionista: Beto Richa (PSDB), que se elegeu governador do Paraná e recebeu R$ 1,5 milhão.

Os tucanos, no entanto, não têm muito do que reclamar. Apesar das construtoras não terem registrado nenhuma doação para a direção nacional do partido no primeiro turno, os comitês financeiros e a direção estadual da legenda em São Paulo – principal área de atuação tucana – receberam R$ 12,2 milhões.

A relação de 231 obras fiscalizadas pelo TCU foi entregue na terça-feira aos presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que se elegeu vice na chapa liderada por Dilma, e do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Além das 18 obras do PAC, foram encontrados indícios graves em outras 14 iniciativas que contam com recursos federais. A maior parte das irregularidades encontradas pelas auditorias do TCU refere-se a sobrepreço e superfaturamento. Também foram identificados problemas como falhas de projetos e irregularidades ambientais.

OPINIÃO DO LEITOR – Reajuste salário mínimo e benefícios

Prezado senador Gim Argello,

Considerando que a vossa posição de Relator do Orçamento Nacional para o exercício de 2011, particularmente no que tange a definição do índice para correção do salário mínimo e benefícios previdenciários, exige o embasamento das suas decisões em estudos técnicos e confiáveis, é que aproveito o ensejo para encaminhar à V.Sa., análise fundamentada com pareceres, gráficos, etc., da Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade Social (ANFIP – Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) sobre a Seguridade no Brasil, mostrando que esta (a Seguridade Social – Previdência), além de estar muito melhor do que antes, no que diz respeito aos seus números, é o maior programa de distribuição de renda do país.

O que não está bem , senhor senador, é o aposentado do RGPS , que independente dos números favoráveis da Previdência e da situação econômica esplêndida que o país atravessa, não vê , governo após governo, restituído as perdas em seus benefícios ocasionadas pelas mudanças na regra de reajuste dos mesmos; pela indicação de um índice de correção que não reflete os custos da sua manutenção, o que se pode citar a título de exemplos: a não equiparação do seu benefício com base nos números de salários mínimos da época da sua aposentadoria, o preço dos medicamentos para idosos e custo com planos de saúde. Vale lembrar senhor senador, que a média dos benefícios pagos pelo INSS gira em torno dos R$ 800,00 reais, enquanto um plano de saúde básico para um idoso que conte 65 anos, não sai por menos de R$ 700,00. O que sobra?

A assistência digna que por lei deveríamos ter direito, levando-se em conta os exorbitantes impostos que pagamos, hoje na casa dos 37%%, é manchete de jornais pela sua ineficácia e descaso. Pobre do cidadão que necessite bater nessa porta.

De que nos valem, senhor senador, os trinta e cinco anos de contribuição se ao final somos ignorados por parlamentares, ministros, etc., que só enxergam déficit que não existe nas contas da Previdência, enquanto bilhões se perdem pela ineficiência de gestão dos recursos públicos nas três esferas de governos e poderes, corrupção, compadrio, juros e principais de dívidas interna e externa, etc., que se somados, segundo economistas estudiosos do assunto, ascendem à casa do trilhão de reais: algo em torno de cinco vezes o orçamento anual da Seguridade Social?

Diante dos números do estudo da ANFIP com certeza o senhor, senador eleito para defender o bem estar do seu povo, não hesitará em lutar junto aos se pares, governo (ministros do Planejamento, Trabalho e Fazenda) no sentido de reparar essa dívida vergonhosa que a nação tem com os seus cidadãos aposentados.

Nós fizemos a nossa parte.

Com o meu respeito e consideração,

 

Cleber Coelho

E-mail – cleber_coelho@oi.com.br

E-mail – cleber44coelho@gmail.com

Rio de Janeiro – RJ

 

PS. Aposentado que continua trabalhando e contribuindo para a Previdência

PS . Vide anexo ANFIP

 

 

Deu no Site: Gazeta de Piracicaba – Aposentadorias desiguais

http://www.gazetadepiracicaba.com.br

Entre nós coexistem dois regimes de previdência social – a dos funcionários públicos e o dos empregados da iniciativa privada, ocasionando duas categorias distintas de aposentados: uma minoria privilegiada, em favor dos servidores do Estado e a outra pelo Regime Geral da Previdência Social, com benefícios pagos pelo INSS. É como se houvesse dois tipos de cidadãos – os de 1ª classe e os de 2ª classe. De cada 100 aposentados, 86 são do segundo grupo.

Entre ambos os regimes há um fosso, entre os que ganham mais e os que ganham bem menos, como demonstra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ( IPEA), publicado pelo jornal O Estado de São Paulo.

Para se ter uma idéia dessa disparidade iníqua, enquanto os beneficiários aposentados pelo INSS recebem valor proporcional à contribuição, recolhida ao longo de sua vida ativa, até o máximo de R$ 3 476,40, o que poucos conseguem, sendo certo que 70% dos segurados do INSS recebem salário mínimo, hoje de R% 510,00, as aposentadorias médias do Banco Central, Poder Legislativo, Ministério Público e Poder Judiciário chegam a R$ 15 000,00 mensais.

O regime geral do INSS paga benefícios, em média, de R$ 657,40, enquanto o valor médio das aposentadorias do regime do funcionalismo público alcança R$ 5.835,00. O INSS atende 23,5 milhões de aposentados e o Regime Público beneficia 936,5 mil funcionários. O déficit do INSS por aposentado é de R$ 1 800,00 o do funcionalismo R$ 50 200,00, o que evidencia o tamanho dos privilégios concedidos pelo Estado.

Além de o valor do benefício ser muito alto, comparado àqueles pagos pelo INSS, o funcionário público obtem o direito de recebê-lo mais cedo, por causa das regras de contagem de tempo muito diferenciadas.

Dados coletados pelo IPEA demonstram que o benefício pago pelo Serviço Público é 8,9 vezes maior que o benefício pago pelo INSS. Para alguns aposentados de certos órgãos públicos, o benefício pode ser até 22 vezes maior do que a média paga pelo INSS.

Quais as conseqüências desses privilégios descabidos? Duas categorias de aposentados muito diferenciadas; concentração de renda em favor dos servidores públicos; iniqüidade do sistema previdenciário do INSS; aumento das diferenças entre os mais ricos e os mais pobres do país; o regime público de aposentadoria é sistema hermético e cheio de ” caixas pretas”.

A reforma da Previdência é necessária, urgente e precisa ser feita, apesar de impopular. O Brasil gasta hoje 1/3 da arrecadação com aposentadorias e contribuições sociais, com uma população de 7% de idosos . Não vai demorar muito e a proporção de idosos logo chegará a dois dígitos. E daí, como ficamos?

Gastamos muito e mal, a discriminar em favor de um segmento, em detrimento da maioria dos cidadãos contribuintes do INSS.

Frederico Alberto Blaauw - Advogado, Mestre em Direito Comercial,Professor de Direito Empresarial, Consultor de Empresas

Deu no Site: Estado de Minas – Deputados federais planejam igualar salário ao dos ministros do STF

http://www.em.com.br

Brasília – A discussão sobre reajuste de parlamentares, do presidente da República e de ministros, que invade o Congresso Nacional a cada quatro anos, pode representar desta vez uma conta superior a R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. O valor é o que seria necessário para abrigar a ideia inicial de deputados federais e senadores de aumentar os salários da Casa até o teto constitucional pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que é de R$ 26.723,13. Como o aumento dos salários na Câmara e no Senado gera efeito cascata nas remunerações pagas aos parlamentares nos estados e municípios, a conta extra passaria para a casa do bilhão.

A discussão foi antecipada em um mês e deve ser decidida até 17 de dezembro, última sexta-feira antes do início do recesso parlamentar. Os aumentos só valeriam para os que assumem os mandatos a partir do ano que vem. Hoje, um parlamentar federal recebe R$ 16.512,09, fora uma série de benefícios. Os 1.059 deputados estaduais em todo o país recebem até 75% desse valor e os vereadores, de 20% a 75% do subsídio dos parlamentares estaduais. O índice é definido proporcionalmente ao tamanho dos municípios em que foram eleitos. Em um cálculo conservador, considerando apenas 13 salários por parlamentar ao ano e o menor valor pago aos 52.007 vereadores, chega-se a um custo atual para os cofres públicos de quase R$ 2 bilhões, somente em remunerações (leia mais na página 4). Com o aumento pretendido pelos deputados federais e senadores, o aumento na conta passaria de R$ 1,2 bilhão.

Embora envolva uma cifra bilionária, oposição e bancada governista apresentam a mesma sintonia ao defender os reajustes dos parlamentares até o teto constitucional. “O Congresso é o poder mais fiscalizado e mais transparente, mais aberto à população. Por isso, o teto do funcionalismo público deveria ser o dos senadores e deputados. O que temos de fazer é desvincular o aumento federal das câmaras municipais e assembleias estaduais”, defende o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Questionado sobre o assunto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu um reajuste para a sucessora, Dilma Rousseff (PT), e os futuros ministros. Hoje, o chefe do Executivo embolsa R$ 11.420,21 e o de um ministério, R$ 10.748,43.

Ainda que evite falar em valores exatos, a oposição também defende um reajuste para a cúpula do Executivo e para o Legislativo. O mais provável, no entanto, é que o reajuste fique bem abaixo do teto constitucional e mais próximo da inflação acumulada desde 2006 – ano do último aumento –, que foi de 17,8%. Se assim for, os vencimentos chegarão a R$ 19,4 mil. “A discussão sobre equiparar salários de deputados e senadores com os de ministros sempre existiu, é antiga. Precisamos analisar a viabilidade da proposta. Não dá para aprovarmos o aumento segundo uma fórmula absurda que não encontre parâmetro na sociedade”, pondera o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC).

Lógica

Tradicionalmente, os parlamentares aprovam os salários da Legislatura subsequente nos últimos dias de mandato. A praxe só foi quebrada em 2006, quando os deputados e senadores que assumiram os mandatos não tiveram reajustes concedidos pelos antecessores e tiveram de votar os próprios aumentos. Na ocasião, novamente, a reivindicação era de que o valor se equiparasse aos praticados no STF. “O aumento que vão fixar será dentro de uma lógica que as lideranças acharem possível sem levantar a sociedade. Isso acaba sendo sempre menor do que o teto dos ministros, mas não há como aferir ainda esse patamar”, admite o deputado federal Arnaldo Madeira (PSDB-SP).

Na discussão do Orçamento, nem o aumento do Legislativo, nem do presidente e ministros ganhou corpo até o momento. Na lista de prioridades, estão na frente as discussões sobre reajustes do salário mínimo e dos servidores do Judiciário, além das compensações da Lei Kandir.

Deu no Site: Último Segundo – Bolsa Família deverá ter critério fixo para reajustes anuais

http://economia.ig.com.br

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que o governo da presidente eleita Dilma Rousseff deverá definir um critério fixo para correção do Bolsa Família, assim como existe para o salário mínimo e a aposentadoria. Bernardo esteve hoje pela manhã no programa “Bom dia, ministro”, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

Segundo Bernardo, que mantém diálogo com a equipe de transição de Dilma, a ideia é definir um critério para evitar acusações de uso eleitoreiro do reajuste, que ocorre sempre nos fins de ano e, portanto, em período próximo ao eleitoral. Bernardo lembra que houve críticas sobre isso no período de eleições municipais de 2007, entre outros anos.

O Ministro do Planejamento afirmou, porém, que ainda não está definido o reajuste do Bolsa Família para 2011. As discussões sobre o Orçamento continuam também para se chegar a um consenso sobre os valores do salário mínimo e da aposentadoria no próximo ano.

Ao ser questionado por jornalistas sobre o quanto o salário poderá ser elevado além do valor de R$ 540, quantia já aceita pelo governo, mas questionada pelas centrais sindicais, Bernardo afirmou que uma resolução tem de ser buscada com “parcimônia.”

O ministro descartou novos reajustes significativos par a os servidores públicos federais. A preocupação agora, segundo ele, é manter o poder de compra dos servidores. “Não há previsão de aumento (real) no orçamento”, afirmou. Ele reconheceu, porém, que o governo Dilma negociará com os servidores até junho.

Deu no Site: COBAP – COBAP pressiona Câmara e Senado por reajuste igual para todos

http://cobap.maquinaweb.com.br/

Em reunião na tarde desta quarta-feira em Brasília com o presidente interino da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), dirigentes da COBAP mais uma vez mostraram personalidade e pressionaram para a obtenção de um reajuste único para 27 milhões de beneficiários do INSS.

A COBAP entregou cópia do documento assinado semana passada em São Paulo, onde as centrais sindicais faziam conjuntamente 12 reivindicações idênticas. Porém, ficou claro que nem todos cumpriram o acordo.

Nesta mesma reunião, representantes das centras sindicais apresentaram duas propostas para o orçamento de 2011: reajuste das aposentadorias em 80% do PIB e o novo salário mínimo no valor de R$ 580,00. O valor de R$ 580 é resultado da aplicação do índice de 5,5% (inflação prevista 2010) sobre o PIB (Produto Interno Bruto) de 7,5% estimado para 2010 – o equivalente a 13% ou R$ 70 do atual salário mínimo, que está em R$ 510.

O deputado Paulinho da Força (PDT-SP) protocolou hoje na Comissão Mista do Orçamento uma emendas cobrando aumento de 9,1% para os aposentados e pensionistas que ganham mais que um salário mínimo. A COBAP ressalta a boa intenção do deputado, porém não concorda. A Confederação insiste na aplicação do mesmo percentual de reajuste do salário mínimo a todos.

Neste sentido, o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB) anunciou que fará emenda reivindicando o desejo da COBAP, que reflete a luta de 8 milhões de brasileiros inativos que recebem acima do mínimo.

Nesta rodada de negociações, a COBAP se fez representada pelo presidente Warley Martins, pelo diretor José Carlos Vieira e pelo assessor parlamentar Marcelo Camargo.

Deu no Site: Portal Clipping -Centrais e oposição pressionam por reajuste do mínimo

http://clippingmp.planejamento.gov.br

Enquanto centrais sindicais e associações de aposentados pressionam o Legislativo por um reajuste de R$ 580, a oposição intensifica o lobby no Congresso Nacional para fixar o valor em R$ 600. Ontem à tarde, lideranças da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) reuniram-se com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e com o vice-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para reivindicar o aumento do salário mínimo dos atuais R$ 510 para R$ 580.

A proposta de Orçamento enviada pelo governo ao Congresso prevê o mínimo em R$ 538,15. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que um reajuste que leve o salário mínimo acima de R$ 540 dependeria de uma decisão política. De acordo com a pasta, a cada aumento de R$ 1 no salário mínimo, o impacto no Orçamento é de R$ 286,4 milhões.

“O Paulo Bernardo está olhando o Brasil com olhos de 2009″, alfinetou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, em referência à pequena variação negativa do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado.

O parlamentar apresentou duas emendas ao relatório preliminar do Orçamento de 2011: uma delas fixa o salário mínimo em R$ 580; a outra defende a correção das aposentadorias acima do mínimo em 80% do índice utilizado para correção do benefício. A proposta original do governo não prevê nenhum reajuste para as aposentadorias.

O líder do Democratas na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC), também apresentou à Comissão Mista de Orçamento uma emenda para garantir o valor do mínimo em R$ 600. O reajuste do mínimo foi uma das principais bandeiras de campanha de José Serra (PSDB) ao Palácio do Planalto.

A emenda do líder do DEM aproveitou o aumento de previsão da receita para 2011 para destinar mais recursos para o aumento do salário mínimo.

Bornhausen apresentou ainda um projeto de lei que fixa o mínimo em R$ 600 a partir de 1º de janeiro. A proposta foi entregue na terça-feira à mesa da Câmara e terá tramitação normal na Casa.

Deu no Site: Claudio Humberto – A coluna nos jornais

http://www.claudiohumberto.com.br/principal/

DEM oferece ao PMDB tempo na TV e maior bancada

A negociação para a fusão do DEM, revelada com exclusividade nesta coluna na segunda (8), oferece dois trunfos ao PMDB: tempo maior na TV, na próximas eleições, e o acréscimo de 43 deputados à bancada do partido de Michel Temer, que passaria de 79 para 122, assegurando o direito de indicar o próximo presidente da Câmara. O PT elegeu 88 deputados e, segunda maior bancada, perderia a sonhada presidência.

Consequência

A fusão com o DEM garantiria a presidência da Câmara a Henrique Alves (RN), amigo de Michel Temer, sem precisar de acordo com o PT.

Egocentrismo

No DEM, as negociações para a fusão com o PMDB são atribuídas ao prefeito paulistano Gilberto Kassab, candidato ao governo em 2014.

Senado contra

O líder do DEM no Senado, Antonio Carlos Junior (BA), é contra a fusão. Acha que o DEM deve manter-se coeso e ainda mais aguerrido.

‘É um crime’

O deputado Onyx Lorenzoni (RS) promete resistir. Considera “um crime antidemocrático” a extinção do DEM e a consequente fusão ao PMDB.

Brasil faz aeroporto internacional… na África

Já de olho talvez na sua nova “plataforma” africana de projeção internacional, Lula autorizou o BNDES a emprestar US$ 18 milhões para a construção de um aeroporto internacional em Nampula, Moçambique, na atual base área da cidade. É parte do pacote de US$ 300 milhões do Brasil para a infraestrutura local. Já os principais aeroportos brasileiros vão continuar a porcaria de sempre.

Olha nós

Maputo foi a última visita presidencial ao continente africano. Nosputo ficou fora do roteiro – deve ser um rincão perdido no Brasil.

Toc-toc

A polêmica saúde da presidenta cria spams para roubar dados do bobonauta, com link para “fotos de Dilma tendo ataque cardíaco”.

Quem quer dinheiro?

Lula nega que encontrou Silvio Santos para tratar de empréstimo ao banco do empresário. Queria entrar no “Topa ou não Topa”, só isso.

Bom humor

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi indagado no twitter se Lula ou Dilma ligaram para ele. Seu bom humor revela que ele superou sua demissão do ministério da Educação: “Dilma não tem razões para me ligar, e Lula, se ligar, vou pensar que quer me demitir de alguma coisa.”

Olhando bem…

…a ameaça da presidenta Dilma de juntar no ministério formosuras como Maria da Graça Foster e Ideli Salvatti, revela que o filme “As Bruxas de Eastwick” vai entrar em cartaz no cineminha do Alvorada.

Estádio menor

O governador eleito do DF, Agnelo Queiroz (PT), confirmou o que esta coluna antecipou ontem: sua decisão de reduzir à metade o tamanho e os custos do Estádio Nacional de Brasília, subsede da Copa de 2014.

Voando

A mulher do ministro Jobim (Defesa) vai ganhar a Medalha do Mérito Aeronáutica, após republicarem o decreto às pressas no Diário Oficial da União: esqueceram o nome de Adrienne entre os 207 “medalhados”.

Babaquice

Como não há nada mais urgente para resolver no País, a CCJ do Senado aprovou a emenda babaca que inclui o “direito à felicidade” na Constituição. Agora só falta incluir o “direito de respirar”.

Coisa feia

A turma de Gilberto Kassab informou que o caminhão flagrado jogando lixo no município de Guarulhos era terceirizado, mas na porta exibia a logomarca da prefeitura de São Paulo e a matrícula: EBZ 4754.

Mina terrestre

África foi a salvação: Lula ficou bem longe da tradicional Feira do Livro, ao ar livre em Porto Alegre, onde, há 50 anos, crianças ganhavam livros de Monteiro Lobato – hoje perseguido no “Lulaworld”.

Sebrae for export

O diretor da Fundação Guineense para o Desenvolvimento Empresarial e Industrial, Califa Seidi, realiza nesta quinta uma visita ao Sebrae-DF. A intenção é implantar uma experiência semelhante em Guiné Bissau.

Pensando bem…

…o antigo Proer de FHC virou Bafban – Baú da Felicidade dos Bancos.

OPINIÃO DO LEITOR – O Orçamento de 2011

Imagem / Internet

Caro Senador Senhor Gim Argelo:

 

V.Excia é o relator-geral do Orçamento para o ano de 2011. A providência divina colocou nas vossas mãos uma grande responsabilidade. Distribuir recursos financeiros para todo o território brasileiro, a fim de que o país prossiga fortalecido na sua soberania, com o mínimo possível de erros e injustiças.

Acreditamos que o seu ufanismo patriótico é o de prestar um grande serviço ao Brasil, aproveitando a oportunidade que lhe foi confiada, distribuindo os recursos existentes com o máximo critério, justiça, lealdade, correção e dividindo igualitariamente a cota de sacrifícios entre todas as camadas da sociedade.

Caso contrário será o novo Orçamento a mesmice de sempre, continuando as imperfeições, preconceitos e discriminações, como vem acontecendo nos Orçamentos anteriores. Vemos camadas da sociedade recebendo apoios demais e, outras camadas, eternamente prejudicadas, recebendo apoios de menos. Dois pesos e duas medidas! Todos são iguais perante a lei.

Assim está na vossa decisão, corrigir esses mal-feitos, mostrando coragem suficiente que nenhum outro Relator teve a ousadia de mostrar, para elaborar um Orçamento mais justo e coerente, calcado na ética e na decência.

Para aqueles que têm visão ampla e sensibilidade com os direitos do seu semelhante, já percebeu que me refiro aos pobres aposentados, eternos sacrificados, sempre servindo de “válvula de escape” para os responsáveis das ações sociais praticadas neste país.

Por que insisto num ponto que os governantes não gostam nem de discutir? Em sã consciência não se pode admitir que sejam usados dos percentuais de reajustes diferenciados para os segurados cadastrados na Previdência Social. Que outro país do mundo pratica tal sandice? Nem os mais subdesenvolvidos! Que vergonha Brasil!!

Há exatamente treze anos um terço de previdenciários estão proibidos de receberem o mesmo percentual de correção do salário mínimo, recebido pelos outros dois terços de aposentados, ignorando-se agora os artigos da CF/88 que preceitua o valor do provento de cada trabalhador, de acordo com as suas contribuições mensais ao INSS por longos 35 anos de atividade. Resultado desta esdrúxula e perversa política: Defasagem nos benefícios dos aposentados que já atingiu o índice de 61,52%. Nem a nossa condição de pessoas idosas, nem a proteção do Estatuto do Idoso foram capazes de barrar essa indecência, que nos tornam permanentes cobaias indefesas.

Assim sendo, os aposentados clamam que V.Excia não repita os erros dos Relatores anteriores, seja independente, escutando a razão da sua consciência, estancando esta maldade imposta aos aposentados. Para o Orçamento de 2011, um único percentual de aumento nas aposentadorias da previdência privada, é a nossa justa e procedente cobrança.

Cordialmente,

 

Almir Papalardo – RJ

E-mail: almirpapalardo@yahoo.com.br

 

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